I Started A Joke
Bee Gees
I started a joke
Which started the whole world crying
But I didn't see
That the joke was on me
I started to cry
Which started the whole world laughing
Oh if I'd only seen
That the joke was on me
I looked at the skies
Running my hands over my eyes
And I fell out of bed
Hurting my head from things that I said
'Till I finally died
Which started the whole world living
Oh if I'd only seen that the joke was on me
I looked at the skies
Running my hands
Over my eyes
And I fell out of bed
Hurting my head from things that I said
'Till I finally died
Which started the whole world living
Oh if I'd only seen that the joke was on me
Oh no! that the joke was on me
Oh...
http://letras.terra.com.br/bee-gees/3609/
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
RESPOSTA AO TEMPO
Resposta ao Tempo
Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
BONITO
Beautiful (Bonito)
Marilion
http://www.youtube.com/watch?v=2nWgn-LvaX4&feature=related
Everybody knows that we live in a world
Todos sabem que vivemos em um mundo
Where they give bad names to beautiful things
Em que dão nomes feios às coisas bonitas
Everybody knows that we live in a world
Todos sabem que vivemos em um mundo
Where we don't give beautiful things a second glance
Em que não damos às coisas bonitas uma segunda olhada
Heaven only knows that we live in a world
Só o Céu sabe que vivemos em um mundo
Where what we call beautiful is just something on sale
Onde chamamos de bonito apenas o que está em sendo vendido em promoção
And the leaves turn from red to brown
E as folhas passam do vermelho para o marrom
To be trodden down
Para serem pisadas
To be trodden down
Para serem pisadas
And the leaves turn from red to brown
E as folhas passam do vermelho para o marrom
Fall to the ground
Caem no chão
Fall to the ground
Caem no chão
We don't have to live in a world
Não temos de viver num mundo
Where we give bad names to beautiful things
Onde damos nomes feios às coisas bonitas
We should live in a beautiful world
Devíamos viver em um mundo belo
We should give beautiful a second glance
Deveríamos dar a beleza uma segunda chance
And the leaves fall from red to brown
E as folhas caem passam do vermelho para o marrom
To be trodden down
Para serem pisadas
Trodden down
Serem pisadas
And the leaves turn green to red to brown
E as folhas passam do verde, do vermelho para o marrom
Fall to the ground
Caem no chão
And get kicked around
E são chutadas
You strong enough to be...
Você é forte o bastante pra ser...
Have you the courage to be...
Você tem coragem pra ser...
Have you the faith to be... Honest enough to say...
Você tem fé pra ser...? Honesto o bastante pra dizer...
Don't have to be the same...
Não precisa ser o mesmo...
Don't have to be this way
Não precisa ser desse jeito
C'mon and sign your name
Vamos assine o seu nome
You wild enough to remain beautiful?
Você é louco o bastante para continuar sendo belo?
Beautiful
Belo
All the leaves turn from red to brown
Todas as folhas vão do vermelho ao marrom
To be trodden down
Para serem pisadas
Trodden down
Pisadas
And we fall green to red to brown
Todos nós passamos do verde para o vermelho e marrom
Falled to the ground
Caídos no chão
To be kicked around
Para sermos chutados
You strong enough to be...
Você é forte o suficiente para ser...?
Why don't you stand up and say
Porque você não se levanta e diz
Give yourself a break
Dê-se um tempo
They laugh at you anyway
Eles riem de você de qualquer jeito
So why don't you stand up and be
Então porque você não se levanta e seja
Beautiful
Bonito
Marilion
http://www.youtube.com/watch?v=2nWgn-LvaX4&feature=related
Everybody knows that we live in a world
Todos sabem que vivemos em um mundo
Where they give bad names to beautiful things
Em que dão nomes feios às coisas bonitas
Everybody knows that we live in a world
Todos sabem que vivemos em um mundo
Where we don't give beautiful things a second glance
Em que não damos às coisas bonitas uma segunda olhada
Heaven only knows that we live in a world
Só o Céu sabe que vivemos em um mundo
Where what we call beautiful is just something on sale
Onde chamamos de bonito apenas o que está em sendo vendido em promoção
And the leaves turn from red to brown
E as folhas passam do vermelho para o marrom
To be trodden down
Para serem pisadas
To be trodden down
Para serem pisadas
And the leaves turn from red to brown
E as folhas passam do vermelho para o marrom
Fall to the ground
Caem no chão
Fall to the ground
Caem no chão
We don't have to live in a world
Não temos de viver num mundo
Where we give bad names to beautiful things
Onde damos nomes feios às coisas bonitas
We should live in a beautiful world
Devíamos viver em um mundo belo
We should give beautiful a second glance
Deveríamos dar a beleza uma segunda chance
And the leaves fall from red to brown
E as folhas caem passam do vermelho para o marrom
To be trodden down
Para serem pisadas
Trodden down
Serem pisadas
And the leaves turn green to red to brown
E as folhas passam do verde, do vermelho para o marrom
Fall to the ground
Caem no chão
And get kicked around
E são chutadas
You strong enough to be...
Você é forte o bastante pra ser...
Have you the courage to be...
Você tem coragem pra ser...
Have you the faith to be... Honest enough to say...
Você tem fé pra ser...? Honesto o bastante pra dizer...
Don't have to be the same...
Não precisa ser o mesmo...
Don't have to be this way
Não precisa ser desse jeito
C'mon and sign your name
Vamos assine o seu nome
You wild enough to remain beautiful?
Você é louco o bastante para continuar sendo belo?
Beautiful
Belo
All the leaves turn from red to brown
Todas as folhas vão do vermelho ao marrom
To be trodden down
Para serem pisadas
Trodden down
Pisadas
And we fall green to red to brown
Todos nós passamos do verde para o vermelho e marrom
Falled to the ground
Caídos no chão
To be kicked around
Para sermos chutados
You strong enough to be...
Você é forte o suficiente para ser...?
Why don't you stand up and say
Porque você não se levanta e diz
Give yourself a break
Dê-se um tempo
They laugh at you anyway
Eles riem de você de qualquer jeito
So why don't you stand up and be
Então porque você não se levanta e seja
Beautiful
Bonito
domingo, 11 de julho de 2010
SOBRE SENTIMENTOS
Que tal falar sobre o que sente?
:: Rosemeire Zago ::
Todos nós temos um pouco de dificuldade em lidar com nossos sentimentos. Tudo começa quando ainda somos crianças. Naquela época, raramente tínhamos alguém que nos desse apoio para que pudéssemos demonstrar sentimentos como raiva, ciúme, inveja, vergonha, nem chorar nos era permitido. Nos ensinavam, com raríssimas exceções, que nada devíamos demonstrar e, aos poucos, aprendemos a reprimir o que sentimos.
Quando não tivemos quem nos ajudasse a lamentar nossos momentos de dor, solidão, tristeza, acabamos por bloquear, esconder, até para nós mesmos, tudo aquilo que sentimos. Queremos ser fortes e conseguimos, mas só nós sabemos qual o preço que pagamos. Com o tempo, começamos a perceber que tudo aquilo que por anos ficou muito bem guardado, começa de alguma forma a pedir, para não dizer gritar, que precisa sair.
É neste momento que, inconscientemente, criamos situações nas quais estes sentimentos possam ser experimentados novamente.
Quando vivemos situações de desprezo, rejeição, abandono, solidão, quando criança, e não havia quem pudesse suportá-la ao nosso lado, passamos a recriar situações e relacionamentos para podermos expressá-los aqueles mesmos sentimentos que foram reprimidos, com a fantasia inconsciente de resolver o trauma original. Nem sempre recriamos as mesmas situações, mas, sim, qualquer situação que nos faça sentir os mesmos sentimentos.
Sentimentos de rejeição, abandono e abusos vividos durante a infância são os mais difíceis de serem superados. É como se registrássemos que não somos dignos de sermos amados, nem aceitos por aquilo que somos, gerando assim muitas dificuldades nos relacionamentos pela necessidade constante de aprovação e reconhecimento.
Por exemplo, uma pessoa que viveu situações de rejeição e abandono durante sua infância, pode buscar, é isso mesmo, buscar inconscientemente, situações que a façam se sentir abandonada e rejeitada.
Se teve um pai e/ou mãe que a rejeitaram, foram ausentes, distantes, poderá fazê-la recriar relacionamentos com pessoas que a façam se sentir igualmente rejeitada e abandonada. Com qual intenção? Para que possa se libertar daqueles sentimentos que tanto machucaram e continuam a machucar, mesmo depois de muitos anos.
Mas para isso é importante ter alguém com quem possa contar o que sentiu, lamentar, e receber todo apoio que não recebeu na época que aconteceu. Há pessoas que perderam pessoas significativas quando crianças e até hoje, já adultas, não choraram, nem elaboraram, e muito menos superaram essa dor.
Ser capaz de falar sobre a dor que sentimos significa que inconscientemente estamos dispostos a aceitar e superar o que nos aconteceu. O que nem sempre é fácil, pois assusta, causa medo de sentir mais dor, o que faz com que as pessoas evitem tocar nestes assuntos, o que só causa mais dor. O fato de não falar sobre o que sentimos, não nos isenta de senti-los.
Quando passamos uma vida sendo machucados e passamos por cima, ignorando como se nada tivesse acontecido, pois do contrário ficaríamos completamente sós, acabamos por permitir que outras pessoas nos machuquem mais e mais. Assim, perdemos o foco em nossa própria vida, deixando de nos ouvir para ouvir aos outros, deixamos de ser nós mesmos para sermos quem gostariam que fôssemos, e é assim que nos perdemos de nossa essência, de quem somos verdadeiramente.
É preciso lembrar e ter consciência que se um dia alguém não o aceitou, o abandonou, muitas outras lhe deram valor, gostam de você e estão ao seu lado.
É preciso parar com essa busca incessante de aprovação, seja de quem for, geralmente dos genitores, e que pode se estender por toda uma vida, do contrário, de vítima poderá se tornar em algoz de si mesmo.
Se a rejeição ainda está viva como se existisse no momento presente é porque, de alguma forma, você assim permite. Interrompa esse círculo vicioso de dor. Libere este sentimento para que ele se dissolva e pare de se torturar.
Hoje você não precisa mais passar pelas mesmas agressões, indiferença, desprezo, vergonha, humilhação, entre tantas outras situações que já vivenciou.
Hoje você pode viver na harmonia, paz, tranqüilidade, pois essa condição só depende de você.
Enquanto criança, não temos muitos recursos para nos defender, mas, hoje, adultos, podemos, e temos todo direito de sermos pessoas inteiras, felizes, sem implorar por carinho, apoio, compreensão, amor.
Com certeza, você deve ter muitos momentos agradáveis registrados em sua mente. Muitas palavras e atitudes de carinho. Traga isso para o momento presente. Por que se sentir desvalorizado, diminuído, inferior, rejeitado, porque uma pessoa não o aceitou ou demonstrou aquilo que você precisava? Por que não permitir que o amor de outras pessoas, que com certeza há ao seu redor, cheguem até seu coração? Quais são as pessoas que lhe demonstram amor, carinho, atenção, que lhe tratam com respeito, dignidade e consideração? Valorize essas pessoas, deixe que o amor que sentem por você seja muito maior que a rejeição e o desprezo que recebeu um dia. Você pode reagir!
A quem você gostaria de agradecer por uma palavra, um gesto, apoio, que um dia recebeu? Você já falou para essa pessoa o quanto lhe ajudou quando precisou? Por que não fazer isso agora? Dê um telefonema, escreva um e-mail, marque um almoço, jantar, um suco, um momento para falar da diferença que fez em sua vida.
Você deixará essa pessoa feliz e você ficará mais ainda em saber que há pessoas com quem pode contar. Divida estes bons sentimentos com quem conseguiu fazê-los despertar dentro de você.
A vida não pode ser contabilizada apenas por dor, mágoas, tristezas... mesmo que um dia existiram elas podem ser substituídas por alegria, paz, harmonia.
Saber valorizar o que recebemos de bom e partilhar com quem nos faz sentir vivos, alegres, pode ser um antídoto contra a dor que nos fizeram um dia sentir. Solte essa dor, chore o que não chorou, procure quem possa ouvi-lo, só assim irá conseguir se libertar daquilo, que por mais que negue, ainda dói dentro de você.
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
Visite seu Site
Email: r.zago@uol.com.br
:: Rosemeire Zago ::
Todos nós temos um pouco de dificuldade em lidar com nossos sentimentos. Tudo começa quando ainda somos crianças. Naquela época, raramente tínhamos alguém que nos desse apoio para que pudéssemos demonstrar sentimentos como raiva, ciúme, inveja, vergonha, nem chorar nos era permitido. Nos ensinavam, com raríssimas exceções, que nada devíamos demonstrar e, aos poucos, aprendemos a reprimir o que sentimos.
Quando não tivemos quem nos ajudasse a lamentar nossos momentos de dor, solidão, tristeza, acabamos por bloquear, esconder, até para nós mesmos, tudo aquilo que sentimos. Queremos ser fortes e conseguimos, mas só nós sabemos qual o preço que pagamos. Com o tempo, começamos a perceber que tudo aquilo que por anos ficou muito bem guardado, começa de alguma forma a pedir, para não dizer gritar, que precisa sair.
É neste momento que, inconscientemente, criamos situações nas quais estes sentimentos possam ser experimentados novamente.
Quando vivemos situações de desprezo, rejeição, abandono, solidão, quando criança, e não havia quem pudesse suportá-la ao nosso lado, passamos a recriar situações e relacionamentos para podermos expressá-los aqueles mesmos sentimentos que foram reprimidos, com a fantasia inconsciente de resolver o trauma original. Nem sempre recriamos as mesmas situações, mas, sim, qualquer situação que nos faça sentir os mesmos sentimentos.
Sentimentos de rejeição, abandono e abusos vividos durante a infância são os mais difíceis de serem superados. É como se registrássemos que não somos dignos de sermos amados, nem aceitos por aquilo que somos, gerando assim muitas dificuldades nos relacionamentos pela necessidade constante de aprovação e reconhecimento.
Por exemplo, uma pessoa que viveu situações de rejeição e abandono durante sua infância, pode buscar, é isso mesmo, buscar inconscientemente, situações que a façam se sentir abandonada e rejeitada.
Se teve um pai e/ou mãe que a rejeitaram, foram ausentes, distantes, poderá fazê-la recriar relacionamentos com pessoas que a façam se sentir igualmente rejeitada e abandonada. Com qual intenção? Para que possa se libertar daqueles sentimentos que tanto machucaram e continuam a machucar, mesmo depois de muitos anos.
Mas para isso é importante ter alguém com quem possa contar o que sentiu, lamentar, e receber todo apoio que não recebeu na época que aconteceu. Há pessoas que perderam pessoas significativas quando crianças e até hoje, já adultas, não choraram, nem elaboraram, e muito menos superaram essa dor.
Ser capaz de falar sobre a dor que sentimos significa que inconscientemente estamos dispostos a aceitar e superar o que nos aconteceu. O que nem sempre é fácil, pois assusta, causa medo de sentir mais dor, o que faz com que as pessoas evitem tocar nestes assuntos, o que só causa mais dor. O fato de não falar sobre o que sentimos, não nos isenta de senti-los.
Quando passamos uma vida sendo machucados e passamos por cima, ignorando como se nada tivesse acontecido, pois do contrário ficaríamos completamente sós, acabamos por permitir que outras pessoas nos machuquem mais e mais. Assim, perdemos o foco em nossa própria vida, deixando de nos ouvir para ouvir aos outros, deixamos de ser nós mesmos para sermos quem gostariam que fôssemos, e é assim que nos perdemos de nossa essência, de quem somos verdadeiramente.
É preciso lembrar e ter consciência que se um dia alguém não o aceitou, o abandonou, muitas outras lhe deram valor, gostam de você e estão ao seu lado.
É preciso parar com essa busca incessante de aprovação, seja de quem for, geralmente dos genitores, e que pode se estender por toda uma vida, do contrário, de vítima poderá se tornar em algoz de si mesmo.
Se a rejeição ainda está viva como se existisse no momento presente é porque, de alguma forma, você assim permite. Interrompa esse círculo vicioso de dor. Libere este sentimento para que ele se dissolva e pare de se torturar.
Hoje você não precisa mais passar pelas mesmas agressões, indiferença, desprezo, vergonha, humilhação, entre tantas outras situações que já vivenciou.
Hoje você pode viver na harmonia, paz, tranqüilidade, pois essa condição só depende de você.
Enquanto criança, não temos muitos recursos para nos defender, mas, hoje, adultos, podemos, e temos todo direito de sermos pessoas inteiras, felizes, sem implorar por carinho, apoio, compreensão, amor.
Com certeza, você deve ter muitos momentos agradáveis registrados em sua mente. Muitas palavras e atitudes de carinho. Traga isso para o momento presente. Por que se sentir desvalorizado, diminuído, inferior, rejeitado, porque uma pessoa não o aceitou ou demonstrou aquilo que você precisava? Por que não permitir que o amor de outras pessoas, que com certeza há ao seu redor, cheguem até seu coração? Quais são as pessoas que lhe demonstram amor, carinho, atenção, que lhe tratam com respeito, dignidade e consideração? Valorize essas pessoas, deixe que o amor que sentem por você seja muito maior que a rejeição e o desprezo que recebeu um dia. Você pode reagir!
A quem você gostaria de agradecer por uma palavra, um gesto, apoio, que um dia recebeu? Você já falou para essa pessoa o quanto lhe ajudou quando precisou? Por que não fazer isso agora? Dê um telefonema, escreva um e-mail, marque um almoço, jantar, um suco, um momento para falar da diferença que fez em sua vida.
Você deixará essa pessoa feliz e você ficará mais ainda em saber que há pessoas com quem pode contar. Divida estes bons sentimentos com quem conseguiu fazê-los despertar dentro de você.
A vida não pode ser contabilizada apenas por dor, mágoas, tristezas... mesmo que um dia existiram elas podem ser substituídas por alegria, paz, harmonia.
Saber valorizar o que recebemos de bom e partilhar com quem nos faz sentir vivos, alegres, pode ser um antídoto contra a dor que nos fizeram um dia sentir. Solte essa dor, chore o que não chorou, procure quem possa ouvi-lo, só assim irá conseguir se libertar daquilo, que por mais que negue, ainda dói dentro de você.
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Como você lida com a solidão? Rosemeire Zago
Como você lida com a solidão?
:: Rosemeire Zago ::
Solidão! Todos nós de alguma forma já nos sentimos sozinhos, outros se sentem sós com muita freqüência. Mesmo quem diz não ter tempo para se sentir sozinho, que solidão é sinal de depressão, doença, coisa para quem não tem amigos, família, com certeza já se sentiu só em alguma fase da vida, em alguma situação. Quem nunca ficou até mais tarde no trabalho, não porque tem algo a fazer, mas na verdade mesmo ficou por não querer ir para casa? Ou saiu do trabalho e foi logo se encontrar com os amigos? Quem nunca se sentiu só após uma separação? E quem nunca entrou em casa e foi logo ligando a TV, o rádio, o computador? Fazemos isso por querer saber as notícias, ouvir música, receber e-mails, conectar-se com outras pessoas? Nem sempre, essas podem até ser as justificativas que a maioria diz, mas lá no fundo, o que desejamos mesmo é fugir da solidão!
Mas será mesmo que é fugir da solidão ou fugir de própria companhia e dos sentimentos e lembranças que poderão aflorar? Pois estar só significa estar acima de tudo em nossa própria companhia e, infelizmente, muitos não conseguem ou sequer se dão conta do real motivo que estão sempre em atividade. É, a solidão é antes de tudo a oportunidade que temos de nos confrontar com tudo que está bem dentro de nós e, assim, nos conhecer, cada dia um pouco mais. Mas para algumas pessoas, talvez a maioria, estar consigo mesmo, se conhecer, é sentido como algo doloroso, difícil, e até mesmo, insuportável.
Muitos moram com outras pessoas, não porque gostam de estar com essas pessoas, mas para não se sentirem sós. Outros mantêm seus relacionamentos pelo mesmo motivo e não por sentirem amor com quem dividem a mesma casa e a mesma cama. Mas por qual motivo a solidão é tão temida, causando verdadeiro pânico, fazendo com que pessoas mantenham relacionamentos destrutivos, infelizes?
Desde pequenos somos ensinados a sermos amigos de todos, a quem devemos dividir nossos brinquedos, sermos bonzinhos; na adolescência, o que mais desejamos é ter muitos amigos e com isso nos sentirmos aceitos; vamos crescendo, casamos, temos filhos, e conforme o tempo vai passando, surgem as separações, perdas, decepções e, por opção ou falta dela, muitos vão continuando seus caminhos sozinhos. Mas o que fazer com quem é um total desconhecido de nós mesmos? Passamos anos valorizando o que os "outros" querem, sentem, falam e parece que se esqueceram de nos ensinar a olhar para dentro de nós; portanto, não se culpe se você não sabe ficar só, é natural. Mas sempre é tempo de aprender. Aprender a se ouvir, se conhecer.
Como é natural também sentir medo de olhar para quem você sequer foi apresentado. Como querer conhecer alguém que só ouviu críticas a respeito de si, fazendo-o sentir que tudo que faz, pensa, fala, sente, é errado? Não, não é nada fácil! A própria sociedade discrimina quem não tem tantos amigos, sendo muitas vezes taxado como anti-social. Os tímidos que o digam... como sofrem por serem mais fechados. Os extrovertidos, sim, estes têm muitos amigos, parecem agradar a todos e, por isso, são felizes. Será? Esses mesmos "alegres crônicos" também chegam em casa, e muitos se deparam com o silêncio como companhia. E será que continuam se sentindo tão bem quanto demonstram? Nem sempre. Sem falar que mesmo acompanhados podemos nos sentir sozinhos, e isso parece doer ainda mais. Que paradoxo, não? Quando estamos sós queremos companhia e, mesmo com companhia, continuamos a nos sentir sozinhos.
Mas o fato é: como lidar com a solidão? Será que o mais apropriado não é: como lidar com nossa própria companhia? Nessa pergunta, creio que já está a resposta. O fato não é como lidar com a solidão, mas sim como lidar com nós mesmos. Sim, é muito bom estarmos com outras pessoas, principalmente com aqueles que nos amam e que amamos também, mas nem sempre isso é possível e pelos mais diversos motivos. O que é preciso refletir é que não se pode estar na companhia, de quem quer que seja, apenas para não ficar só, isso sim é pura falta de coragem para olhar para dentro de si e enfrentar os mais diversos sentimentos que tal encontro poderá despertar. É perder a oportunidade de se conhecer e aprender a valorizar tudo que viveu até aqui.
A solidão pode doer para qualquer pessoa, mas dói muito mais para quem não gosta de si mesmo, quem não se admira, não vê em si mesmo qualidades, quem não percebe seu próprio valor, não se ouve, não aprendeu a se amar e se respeitar. A busca por ter outras pessoas por perto pode também demonstrar uma enorme necessidade em ser aceito, reconhecido, amado.
Creio que o maior antídoto para a solidão seja exatamente isso: autoconhecimento. Para isso, procure se observar mais, valorizar suas conquistas, identificar seus sentimentos, ouvir sua própria voz e respeitar aquilo que ouve e sente. Assim, aos poucos irá conhecendo um pouco mais sobre você mesmo e gostando desse ser especial que é você.
Na verdade, só se sente sozinho quem não aprendeu a apreciar a própria companhia! Espero sinceramente que você aprecie estar acima de tudo consigo mesmo!
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
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Email: r.zago@uol.com.br
www.somostodosum.com.br/boletim
:: Rosemeire Zago ::
Solidão! Todos nós de alguma forma já nos sentimos sozinhos, outros se sentem sós com muita freqüência. Mesmo quem diz não ter tempo para se sentir sozinho, que solidão é sinal de depressão, doença, coisa para quem não tem amigos, família, com certeza já se sentiu só em alguma fase da vida, em alguma situação. Quem nunca ficou até mais tarde no trabalho, não porque tem algo a fazer, mas na verdade mesmo ficou por não querer ir para casa? Ou saiu do trabalho e foi logo se encontrar com os amigos? Quem nunca se sentiu só após uma separação? E quem nunca entrou em casa e foi logo ligando a TV, o rádio, o computador? Fazemos isso por querer saber as notícias, ouvir música, receber e-mails, conectar-se com outras pessoas? Nem sempre, essas podem até ser as justificativas que a maioria diz, mas lá no fundo, o que desejamos mesmo é fugir da solidão!
Mas será mesmo que é fugir da solidão ou fugir de própria companhia e dos sentimentos e lembranças que poderão aflorar? Pois estar só significa estar acima de tudo em nossa própria companhia e, infelizmente, muitos não conseguem ou sequer se dão conta do real motivo que estão sempre em atividade. É, a solidão é antes de tudo a oportunidade que temos de nos confrontar com tudo que está bem dentro de nós e, assim, nos conhecer, cada dia um pouco mais. Mas para algumas pessoas, talvez a maioria, estar consigo mesmo, se conhecer, é sentido como algo doloroso, difícil, e até mesmo, insuportável.
Muitos moram com outras pessoas, não porque gostam de estar com essas pessoas, mas para não se sentirem sós. Outros mantêm seus relacionamentos pelo mesmo motivo e não por sentirem amor com quem dividem a mesma casa e a mesma cama. Mas por qual motivo a solidão é tão temida, causando verdadeiro pânico, fazendo com que pessoas mantenham relacionamentos destrutivos, infelizes?
Desde pequenos somos ensinados a sermos amigos de todos, a quem devemos dividir nossos brinquedos, sermos bonzinhos; na adolescência, o que mais desejamos é ter muitos amigos e com isso nos sentirmos aceitos; vamos crescendo, casamos, temos filhos, e conforme o tempo vai passando, surgem as separações, perdas, decepções e, por opção ou falta dela, muitos vão continuando seus caminhos sozinhos. Mas o que fazer com quem é um total desconhecido de nós mesmos? Passamos anos valorizando o que os "outros" querem, sentem, falam e parece que se esqueceram de nos ensinar a olhar para dentro de nós; portanto, não se culpe se você não sabe ficar só, é natural. Mas sempre é tempo de aprender. Aprender a se ouvir, se conhecer.
Como é natural também sentir medo de olhar para quem você sequer foi apresentado. Como querer conhecer alguém que só ouviu críticas a respeito de si, fazendo-o sentir que tudo que faz, pensa, fala, sente, é errado? Não, não é nada fácil! A própria sociedade discrimina quem não tem tantos amigos, sendo muitas vezes taxado como anti-social. Os tímidos que o digam... como sofrem por serem mais fechados. Os extrovertidos, sim, estes têm muitos amigos, parecem agradar a todos e, por isso, são felizes. Será? Esses mesmos "alegres crônicos" também chegam em casa, e muitos se deparam com o silêncio como companhia. E será que continuam se sentindo tão bem quanto demonstram? Nem sempre. Sem falar que mesmo acompanhados podemos nos sentir sozinhos, e isso parece doer ainda mais. Que paradoxo, não? Quando estamos sós queremos companhia e, mesmo com companhia, continuamos a nos sentir sozinhos.
Mas o fato é: como lidar com a solidão? Será que o mais apropriado não é: como lidar com nossa própria companhia? Nessa pergunta, creio que já está a resposta. O fato não é como lidar com a solidão, mas sim como lidar com nós mesmos. Sim, é muito bom estarmos com outras pessoas, principalmente com aqueles que nos amam e que amamos também, mas nem sempre isso é possível e pelos mais diversos motivos. O que é preciso refletir é que não se pode estar na companhia, de quem quer que seja, apenas para não ficar só, isso sim é pura falta de coragem para olhar para dentro de si e enfrentar os mais diversos sentimentos que tal encontro poderá despertar. É perder a oportunidade de se conhecer e aprender a valorizar tudo que viveu até aqui.
A solidão pode doer para qualquer pessoa, mas dói muito mais para quem não gosta de si mesmo, quem não se admira, não vê em si mesmo qualidades, quem não percebe seu próprio valor, não se ouve, não aprendeu a se amar e se respeitar. A busca por ter outras pessoas por perto pode também demonstrar uma enorme necessidade em ser aceito, reconhecido, amado.
Creio que o maior antídoto para a solidão seja exatamente isso: autoconhecimento. Para isso, procure se observar mais, valorizar suas conquistas, identificar seus sentimentos, ouvir sua própria voz e respeitar aquilo que ouve e sente. Assim, aos poucos irá conhecendo um pouco mais sobre você mesmo e gostando desse ser especial que é você.
Na verdade, só se sente sozinho quem não aprendeu a apreciar a própria companhia! Espero sinceramente que você aprecie estar acima de tudo consigo mesmo!
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
Visite seu Site
Email: r.zago@uol.com.br
www.somostodosum.com.br/boletim
DESABAFO DE UM CRIANÇA ABANDONADA - Rosemeire Zago
Desabafo de uma criança abandonada
:: Rosemeire Zago ::
"O modo como fomos tratados quando crianças pequenas é o modo como nos trataremos pelo resto da vida".
Alice Miller
Nesse artigo, peço licença a todos os leitores que sempre acompanham meu trabalho para que hoje eu possa colocar o texto de outra pessoa, a qual atendi e fez um trabalho muito profundo com sua criança interior. Minha intenção é mostrar que quando falamos de criança interior, muitas pessoas, por falta de conhecimento, pensam que é algo supérfluo, sem importância e que não devemos mexer no que passou e que está quieto. Mas se engana quem pensa que só porque não pensa constantemente no passado que ele não interfere no presente.
É claro que muitos de nossos conflitos são gerados por situações muitas vezes externas a nós e do momento presente, mas a maioria dos conflitos são internos e existem por ignorarmos a criança que fomos um dia, com nossos desejos, sonhos e uma ânsia enorme por amor e reconhecimento, que muitos carregam até hoje, adultos.
Quando oriento para entrar em contato com a criança interior, reconheço o quanto é difícil, pois geralmente por medo, ela está bem escondidinha em nosso inconsciente, com todas suas lembranças e mágoas e esperando apenas que a deixemos se expressar. E quando isso acontece, estamos próximos da cura.
O relato abaixo é de uma dessas pessoas que não entendia a origem de seus conflitos internos e muito menos os relacionava com sua infância. A queixa principal quando ela chegou ao consultório era vergonha, uma vergonha exagerada que a fazia sentir que todos rissem dela na rua, entre outras dificuldades. Não foi fácil para que ela conseguisse contato com sua própria criança, como para todos, mas quando ela se comprometeu com esse trabalho e permitiu que sua criança falasse, muitas coisas se esclareceram de acordo com seu histórico.
Quero dividir com vocês essa carta para que possam perceber que é possível ouvir a criança que está aí dentro de você, bem escondidinha, morrendo de medo em ser encontrada por alguém que a abandone ou a maltrate de novo.
Vamos ao desabafo dessa criança que de alguma forma explica a origem de seus conflitos que perduram há anos:
"Eu sou uma garotinha sem graça. As pessoas não olham para mim. Eu sou insignificante. Ninguém me vê. Não tenho atrativos. Minha mãe e meu pai não me dizem que eu sou bonitinha, que eu sou querida, engraçadinha, que tenho luz, que sou especial e iluminada. Eles nem me vêem. Parece que sou transparente. Fico tão encolhidinha, tentando me proteger, parece que estou sozinha no mundo. Tudo à minha volta é ameaçador, como se não tivesse ninguém para me proteger de qualquer perigo. Eu queria mesmo é que eles segurassem na minha mão e fizessem eu sentir a proteção, a força deles, sentir que estavam ao meu lado. Eles não me pegam no colo para que eu sinta o calor deles e meu peito protegido. Sinto um vazio em meu peito, é como se eu fosse ser agredida no peito, tamanho é minha necessidade e sinto que preciso fechar mais ainda meu peito para me proteger. Dói muito esse vazio. Eu quero colo! Eu quero que me apertem no braços para sentir o tamanho do amor deles, mas eles não fazem isso. Dia após dia cresce esse buraco. Tenho vontade de gritar para que eles percebam minha presença e me vejam. Eu choro, choro muito, mas eles não entendem o que eu preciso, pensam que quero comer ou beber, mas eu só quero carinho, atenção, colo, amor, mas eles continuam a me deixar chorando no berço. Na verdade, eles não querem me ouvir chorar. Eles não entendem nada do que eu sinto. São dois insensíveis, como se nunca tivessem sido crianças. Não sentem amor, só cuidam do meu físico, hora de comer, hora de tomar banho, hora de trocar, hora de dormir. Não conseguem compreender o tamanho da minha solidão. Eles não brincam comigo para eu me sentir importante. Não me incentivam, não me elogiam. Eu procuro ser boazinha, e nem assim eles me dão atenção, afeto, calor. Para completar, colocaram uma "bruxa" para cuidar de mim, que só me machuca ainda mais, me maltrata e também ignora minhas necessidades. Minha mãe nem vê o que ela faz comigo. E quando descobre algo, não me acolhe, não vê a minha dor, não me defende. Não me enxerga, e nem vem curar a minha dor, que só aumenta. Parece que ninguém percebe que criança tem mais necessidade de afeto e amor que comida.
E meu pai, onde está? Ele nem vem me ver, passa dias e dias sem aparecer. E quando aparece nem conversa comigo, não me faz mimos, não me dá carinho. Ele não sente nada por mim. Sinto que estou ficando cada vez mais transparente! Dói tanto essa solidão! Será que sou feia, errada, desprezível? Sou tão sem graça, que ninguém me dá atenção? Eles me torturam com essa indiferença. Como que eu queria apenas me sentir amada! Que passassem a mão na minha cabecinha, nos meus braços, nas minhas costas, para sentir o afago e o calor deles. Eu queria ouvir que sou especial, importante, linda, esperta, meiga, doce, que mereço ser amada e ser feliz. Mas do jeito que me tratam me sinto cada vez mais abandonada, rejeitada, como se estivesse atrapalhando algo.
Como pedir que me dêem atenção, brinquem comigo, me façam ninar, me balancem em seus colos, me beijem??? Queria pedir que beijassem meu rosto, que segurassem em minha mão, me pegassem no colo e dissessem que me amam. Mas não posso pedir, sei que eles não querem me dar nada disso, pois se quisessem já teriam me dado e eu não precisaria nem pensar em pedir. Espero que me levem para passear, para brincar com outras crianças. Quero me sentir normal, viver no meio de outras pessoas, assim não vou me assustar quando tiver que ir para escola.
Preciso de segurança para sair de casa e ter a certeza que não vão me abandonar, mas na verdade me abandonam todos os dias. Por favor, me diga que eu não preciso ter medo de nada e de ninguém. Vocês me fizeram viver isolada do mundo, escondida, como se eu fosse um pecado a ser escondido. Não podia nem conviver com pessoas da família. Tinha que ser um bicho do mato. Não podia ser apresentada nem para o mundo real, não é pai? O que eu fiz de tão errado?
Quanta vergonha vocês me fizeram sentir. Não sabia nem do quê, mas morria de vergonha de mim mesma. Quem sou eu, como acreditar e caminhar com segurança diante de tanto desprezo e indiferença? Droga, o que vocês fizeram comigo?"
Talvez você se reconheça nesse desabafo, ou então, resolva ouvir o que sua própria criança tem a falar. Não tenha medo, esse processo a princípio pode causar dor, mas não mais do que aquela que você já tem sentido há muito tempo, talvez há anos, e lhe garanto, é libertador.
Para curar suas feridas é necessário que reconheça sua dor. Você não pode curar o que não reconhece! Quando você experimenta o antigo sentimento e fica ao lado da sua criança interior, o trabalho de cura ocorre naturalmente. Se quiser, poderá escrever. Escreva como se fosse essa criança. O que ela pediria? O que diria? Escreva tudo que vier em sua mente, sem julgamentos. Depois leia o que ela pede e procure atendê-la, seja compreensivo com ela, como esperava que tivessem sido quando era criança.
Muitos conflitos são gerados pela expectativa de aprovação e reconhecimento, que perpetuam por anos, nos trazendo decepções e dor. Lembre-se que as carências que sente hoje podem ser resultado da falta de amor e compreensão que não recebeu quando era criança. Isso não quer dizer que nossos pais não sentiam amor, mas provavelmente eles não podiam dar algo que também nunca receberam. E as crianças não captam apenas o que é verbalizado, mas muito mais o que é sentido por eles. E se os pais transferem falta de amor, atenção, carinho, para a criança, é que, além de nunca terem recebido, também não sentem por eles próprios, ou seja, ninguém pode dar alquilo que não tem, o que se torna um círculo vicioso. E nós, como adultos, devemos entender isso, pois a partir do momento que tomamos consciência do que nos aconteceu, o círculo se quebra.
Cabe a você dar o que não recebeu a sua criança, dando-lhe muito carinho e compreensão que necessita, em lugar de esperar que os outros façam isso por você. Mas para dar o que ela precisa, é importante que você a ouça. Deixe que ela fale tudo que sente. Não critique, não julgue, apenas ouça. Depois que ela falar tudo que quer, procure compreender seus sentimentos mais profundos e respeitar cada um deles. Fazendo isso, irá descobrir que o maior e mais profundo amor é aquele que você pode doar a si mesmo! Faça isso por sua criança, faça isso por você!
E se quiser, depois me escreva contando como se sentiu e o que descobriu de si mesmo.
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
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Email: r.zago@uol.com.br
http://www.somostodosum.com.br/boletim/
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"O modo como fomos tratados quando crianças pequenas é o modo como nos trataremos pelo resto da vida".
Alice Miller
Nesse artigo, peço licença a todos os leitores que sempre acompanham meu trabalho para que hoje eu possa colocar o texto de outra pessoa, a qual atendi e fez um trabalho muito profundo com sua criança interior. Minha intenção é mostrar que quando falamos de criança interior, muitas pessoas, por falta de conhecimento, pensam que é algo supérfluo, sem importância e que não devemos mexer no que passou e que está quieto. Mas se engana quem pensa que só porque não pensa constantemente no passado que ele não interfere no presente.
É claro que muitos de nossos conflitos são gerados por situações muitas vezes externas a nós e do momento presente, mas a maioria dos conflitos são internos e existem por ignorarmos a criança que fomos um dia, com nossos desejos, sonhos e uma ânsia enorme por amor e reconhecimento, que muitos carregam até hoje, adultos.
Quando oriento para entrar em contato com a criança interior, reconheço o quanto é difícil, pois geralmente por medo, ela está bem escondidinha em nosso inconsciente, com todas suas lembranças e mágoas e esperando apenas que a deixemos se expressar. E quando isso acontece, estamos próximos da cura.
O relato abaixo é de uma dessas pessoas que não entendia a origem de seus conflitos internos e muito menos os relacionava com sua infância. A queixa principal quando ela chegou ao consultório era vergonha, uma vergonha exagerada que a fazia sentir que todos rissem dela na rua, entre outras dificuldades. Não foi fácil para que ela conseguisse contato com sua própria criança, como para todos, mas quando ela se comprometeu com esse trabalho e permitiu que sua criança falasse, muitas coisas se esclareceram de acordo com seu histórico.
Quero dividir com vocês essa carta para que possam perceber que é possível ouvir a criança que está aí dentro de você, bem escondidinha, morrendo de medo em ser encontrada por alguém que a abandone ou a maltrate de novo.
Vamos ao desabafo dessa criança que de alguma forma explica a origem de seus conflitos que perduram há anos:
"Eu sou uma garotinha sem graça. As pessoas não olham para mim. Eu sou insignificante. Ninguém me vê. Não tenho atrativos. Minha mãe e meu pai não me dizem que eu sou bonitinha, que eu sou querida, engraçadinha, que tenho luz, que sou especial e iluminada. Eles nem me vêem. Parece que sou transparente. Fico tão encolhidinha, tentando me proteger, parece que estou sozinha no mundo. Tudo à minha volta é ameaçador, como se não tivesse ninguém para me proteger de qualquer perigo. Eu queria mesmo é que eles segurassem na minha mão e fizessem eu sentir a proteção, a força deles, sentir que estavam ao meu lado. Eles não me pegam no colo para que eu sinta o calor deles e meu peito protegido. Sinto um vazio em meu peito, é como se eu fosse ser agredida no peito, tamanho é minha necessidade e sinto que preciso fechar mais ainda meu peito para me proteger. Dói muito esse vazio. Eu quero colo! Eu quero que me apertem no braços para sentir o tamanho do amor deles, mas eles não fazem isso. Dia após dia cresce esse buraco. Tenho vontade de gritar para que eles percebam minha presença e me vejam. Eu choro, choro muito, mas eles não entendem o que eu preciso, pensam que quero comer ou beber, mas eu só quero carinho, atenção, colo, amor, mas eles continuam a me deixar chorando no berço. Na verdade, eles não querem me ouvir chorar. Eles não entendem nada do que eu sinto. São dois insensíveis, como se nunca tivessem sido crianças. Não sentem amor, só cuidam do meu físico, hora de comer, hora de tomar banho, hora de trocar, hora de dormir. Não conseguem compreender o tamanho da minha solidão. Eles não brincam comigo para eu me sentir importante. Não me incentivam, não me elogiam. Eu procuro ser boazinha, e nem assim eles me dão atenção, afeto, calor. Para completar, colocaram uma "bruxa" para cuidar de mim, que só me machuca ainda mais, me maltrata e também ignora minhas necessidades. Minha mãe nem vê o que ela faz comigo. E quando descobre algo, não me acolhe, não vê a minha dor, não me defende. Não me enxerga, e nem vem curar a minha dor, que só aumenta. Parece que ninguém percebe que criança tem mais necessidade de afeto e amor que comida.
E meu pai, onde está? Ele nem vem me ver, passa dias e dias sem aparecer. E quando aparece nem conversa comigo, não me faz mimos, não me dá carinho. Ele não sente nada por mim. Sinto que estou ficando cada vez mais transparente! Dói tanto essa solidão! Será que sou feia, errada, desprezível? Sou tão sem graça, que ninguém me dá atenção? Eles me torturam com essa indiferença. Como que eu queria apenas me sentir amada! Que passassem a mão na minha cabecinha, nos meus braços, nas minhas costas, para sentir o afago e o calor deles. Eu queria ouvir que sou especial, importante, linda, esperta, meiga, doce, que mereço ser amada e ser feliz. Mas do jeito que me tratam me sinto cada vez mais abandonada, rejeitada, como se estivesse atrapalhando algo.
Como pedir que me dêem atenção, brinquem comigo, me façam ninar, me balancem em seus colos, me beijem??? Queria pedir que beijassem meu rosto, que segurassem em minha mão, me pegassem no colo e dissessem que me amam. Mas não posso pedir, sei que eles não querem me dar nada disso, pois se quisessem já teriam me dado e eu não precisaria nem pensar em pedir. Espero que me levem para passear, para brincar com outras crianças. Quero me sentir normal, viver no meio de outras pessoas, assim não vou me assustar quando tiver que ir para escola.
Preciso de segurança para sair de casa e ter a certeza que não vão me abandonar, mas na verdade me abandonam todos os dias. Por favor, me diga que eu não preciso ter medo de nada e de ninguém. Vocês me fizeram viver isolada do mundo, escondida, como se eu fosse um pecado a ser escondido. Não podia nem conviver com pessoas da família. Tinha que ser um bicho do mato. Não podia ser apresentada nem para o mundo real, não é pai? O que eu fiz de tão errado?
Quanta vergonha vocês me fizeram sentir. Não sabia nem do quê, mas morria de vergonha de mim mesma. Quem sou eu, como acreditar e caminhar com segurança diante de tanto desprezo e indiferença? Droga, o que vocês fizeram comigo?"
Talvez você se reconheça nesse desabafo, ou então, resolva ouvir o que sua própria criança tem a falar. Não tenha medo, esse processo a princípio pode causar dor, mas não mais do que aquela que você já tem sentido há muito tempo, talvez há anos, e lhe garanto, é libertador.
Para curar suas feridas é necessário que reconheça sua dor. Você não pode curar o que não reconhece! Quando você experimenta o antigo sentimento e fica ao lado da sua criança interior, o trabalho de cura ocorre naturalmente. Se quiser, poderá escrever. Escreva como se fosse essa criança. O que ela pediria? O que diria? Escreva tudo que vier em sua mente, sem julgamentos. Depois leia o que ela pede e procure atendê-la, seja compreensivo com ela, como esperava que tivessem sido quando era criança.
Muitos conflitos são gerados pela expectativa de aprovação e reconhecimento, que perpetuam por anos, nos trazendo decepções e dor. Lembre-se que as carências que sente hoje podem ser resultado da falta de amor e compreensão que não recebeu quando era criança. Isso não quer dizer que nossos pais não sentiam amor, mas provavelmente eles não podiam dar algo que também nunca receberam. E as crianças não captam apenas o que é verbalizado, mas muito mais o que é sentido por eles. E se os pais transferem falta de amor, atenção, carinho, para a criança, é que, além de nunca terem recebido, também não sentem por eles próprios, ou seja, ninguém pode dar alquilo que não tem, o que se torna um círculo vicioso. E nós, como adultos, devemos entender isso, pois a partir do momento que tomamos consciência do que nos aconteceu, o círculo se quebra.
Cabe a você dar o que não recebeu a sua criança, dando-lhe muito carinho e compreensão que necessita, em lugar de esperar que os outros façam isso por você. Mas para dar o que ela precisa, é importante que você a ouça. Deixe que ela fale tudo que sente. Não critique, não julgue, apenas ouça. Depois que ela falar tudo que quer, procure compreender seus sentimentos mais profundos e respeitar cada um deles. Fazendo isso, irá descobrir que o maior e mais profundo amor é aquele que você pode doar a si mesmo! Faça isso por sua criança, faça isso por você!
E se quiser, depois me escreva contando como se sentiu e o que descobriu de si mesmo.
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
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domingo, 30 de maio de 2010
AUTOCONFIANÇA - Rosemeire Zago
Autoconfiança
:: Rosemeire Zago ::
O quanto você confia em si mesmo? Quantas situações, trabalhos, pessoas, você não deixou passar simplesmente por não confiar mais em si? Autoconfiança é importante para todas as pessoas, em todas as áreas da vida, é uma questão de sobrevivência. A premissa básica é que ninguém consegue transmitir confiança se não confia em si mesmo, seja na relação afetiva, pessoal, profissional.
Por exemplo, como uma pessoa pode vender um produto se não confiar em si mesma? Acredito que o diferencial é acreditar em si mesmo, o que irá se refletir no seu produto e na empresa a qual trabalha, o que irá com certeza ser transmitido ao cliente. Como transmitir confiança na relação afetiva, sem conflitos gerados pela insegurança se não confiar em si mesmo? Enfim, a confiança no outro depende muito da confiança em si.
A insegurança, ou falta de confiança em si mesmo, pode trazer algumas características como medo de amar, da mudança, de cometer erros, da solidão, de assumir compromissos, responsabilidades, entre outros. O inseguro não confia em seu valor pessoal, não acredita em suas habilidades, nem em sua capacidade, o que o impulsiona a se apoiar nos outros. Por não confiar em si, acaba por desenvolver a dependência nos filhos, marido, esposa, amigos, colegas de trabalho, etc. Em vez de se unir pelo amor, se une pela insegurança, o que o faz controlar as atitudes, quando não os sentimentos do outro. Controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo, criando cobranças, conflitos e muitas dificuldades em seu relacionamento. É como se quisesse uma certeza daquilo que não encontra dentro de si.
A falta de autoconfiança pode se manifestar em sentimentos de incapacidade, impotência, e dúvidas paralisantes sobre si mesmo. Quando questionado, abre mão com muita facilidade de suas opiniões, mesmo quando são boas, deixando de expressar muitas vezes idéias valiosas. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre se certificar das coisas e controlar as pessoas. É excessivamente cauteloso e vigilante, desconfia de tudo e de todos, como reflexo de falta de confiança em si mesmo.
Quem não confia em si, sente muita dificuldade para enfrentar desafios e, cada fracasso, quando acontece, confirma uma sensação de incompetência, trazendo muito sofrimento. São pessoas indecisas, principalmente sob pressão.
A insegurança pode chegar a tal ponto de fazer com que a pessoa, na ânsia de ser amada, transforme a necessidade natural de amar em uma necessidade patológica, doente, alcançada pela possessividade.
Mas quando começa a se formar a autoconfiança? Na infância. Pessoas inseguras podem ter tido uma educação autoritária dada pelos pais, que escolhem pelos filhos desde a roupa que vão usar, amigos, profissão, não permitindo que a criança expresse suas próprias opiniões e desejos.
Educar, ensinar, colocar limites, todos sabemos que são fatores importantes na educação, mas limitar o desenvolvimento natural do outro, é torná-lo tão inseguro quanto uma educação superprotetora.
Em razão disso, desde crianças, passam a utilizar uma máscara de "bonzinho" como meio de ser aceito, reconhecido, aprovado, amado, mas dentro de si carregam uma enorme insatisfação interior que pode explodir numa raiva inesperada contra aqueles com quem convivem. O direito de decidir deve ser estimulado desde a infância. Crianças crescem aprendendo que os outros devem decidir por elas, depois quando se tornam adultos inseguros são cobrados que tenham atitudes, opinião. Como lidar com conceitos tão contraditórios?
Já as pessoas que confiam em si mesmas são decididas, sem serem arrogantes ou defensivas, e se mantêm firmes em suas decisões; apresentam-se de maneira segura, têm presença; são capazes de expressar opiniões e se expor; são eficientes, capazes de enfrentar desafios, dominar novos trabalhos e tomar decisões sensatas mesmo sob pressão. Pessoas auconfiantes exalam carisma e inspiram confiança nos que as rodeiam. A autoconfiança fornece a necessária confiança para assumir principalmente a função de líder.
Mas é preciso ficar atento entre demonstrar que confia em si e realmente confiar. Como também a confiança em excesso pode ser um problema, pois o excesso de autoconfiança pode gerar imprudência e parecer arrogância, que é fruto da ignorância, muitas vezes de si mesmo.
Na verdade, pessoas que se mostram muito autoconfiantes, geralmente ocultam um sentimento de inferioridade e insegurança. Muitos buscam refúgio numa atividade intelectual e se colocam, por exemplo, na posição de autoridade, como estratégia emocional para ocultar o sentimento de inferioridade que muitas vezes sentem em seu íntimo.
A autoconfiança é resultado da auto-estima. A autoconfiança é um termo usado para descrever como uma pessoa está segura em suas próprias decisões e ações. Isto pode ser aplicado geralmente às situações ou às tarefas específicas. É ter certeza sobre a capacidade, valores e objetivos. A autoconfiança nunca é herdada; é aprendida. A auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. É ter consciência de seus valores e só quando temos essa consciência é que podemos confiar naquilo que somos capazes. Mas para sabermos do que somos capazes é essencial o autoconhecimento.
Os maiores inimigos da autoconfiança são: a cobrança interna e externa exagerada, o perfeccionismo, medo, a crítica, rigidez, comparação, inveja, dúvida e também a necessidade de aprovação e reconhecimento, pois tudo isso dificulta a mudança e o desenvolvimento, seja profissional ou pessoal. O pensamento não consigo fazer é incapacitante. A autoconfiança é um atributo importante porque a falta da opinião nas conseqüências de uma ação cria tensão, que aumenta a probabilidade de fracasso, causando assim uma pessoa depressiva.
Para elevar a autoconfiança é importante ter percepção emocional, que significa reconhecer as próprias emoções. As pessoas com essa percepção sabem que emoções estão sentindo e por que; conseguem relacionar seus sentimentos com o que pensam, fazem e dizem; reconhecem como seus sentimentos afetam seu desempenho e aqueles com quem trabalham e convivem; possuem uma percepção de seus valores e objetivos. É igualmente importante fazer uma auto-avaliação precisa, ou seja, reconhecer os próprios recursos, capacidades e limitações. São pessoas conscientes de seus pontos fracos, capazes de reflexão, aprendendo com sua experiência e com os erros, sem culpas; e mostram mais abertas e flexíveis ao aprendizado, mudanças e autodesenvolvimento.
Por que a autoconfiança está diretamente relacionada com o autoconhecimento? Você confia em quem não conhece? O mesmo princípio se aplica a cada um de nós. Não podemos confiar em nós mesmos sem nos conhecermos. O autoconhecimento é importante para tudo na vida e requer um constante exercício diário de reflexão. Quem não se conhece não se ama, não muda, não se desenvolve, não cresce. Aquele que não conhece a si mesmo dificilmente terá um bom relacionamento com os outros, causando conflitos ao projetar no outro aquilo que está dentro de si, mas nega.
O caminho mais indicado para elevar o autoconhecimento é o diálogo interno. É isso mesmo, conversar consigo mesmo. As pessoas querem falar, serem ouvidas, mas não se ouvem. É preciso aprender a ouvir a própria voz, que ora vem do coração, da alma, ou seja, suas emoções; ora de sua mente, sua razão. Só quando ouvimos razão e emoção conseguimos atingir o equilíbrio.
Para quem deseja elevar seu autoconhecimento é imprescindível a psicoterapia, que em conseqüência irá reconhecer seu valor, suas habilidades, aprendendo a desenvolver a tão importante confiança em si mesmo. E que diferença isso faz!
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
Email: r.zago@uol.com.br
http://www.somostodosum.com.br/boletim/
dia 30/05/2010
:: Rosemeire Zago ::
O quanto você confia em si mesmo? Quantas situações, trabalhos, pessoas, você não deixou passar simplesmente por não confiar mais em si? Autoconfiança é importante para todas as pessoas, em todas as áreas da vida, é uma questão de sobrevivência. A premissa básica é que ninguém consegue transmitir confiança se não confia em si mesmo, seja na relação afetiva, pessoal, profissional.
Por exemplo, como uma pessoa pode vender um produto se não confiar em si mesma? Acredito que o diferencial é acreditar em si mesmo, o que irá se refletir no seu produto e na empresa a qual trabalha, o que irá com certeza ser transmitido ao cliente. Como transmitir confiança na relação afetiva, sem conflitos gerados pela insegurança se não confiar em si mesmo? Enfim, a confiança no outro depende muito da confiança em si.
A insegurança, ou falta de confiança em si mesmo, pode trazer algumas características como medo de amar, da mudança, de cometer erros, da solidão, de assumir compromissos, responsabilidades, entre outros. O inseguro não confia em seu valor pessoal, não acredita em suas habilidades, nem em sua capacidade, o que o impulsiona a se apoiar nos outros. Por não confiar em si, acaba por desenvolver a dependência nos filhos, marido, esposa, amigos, colegas de trabalho, etc. Em vez de se unir pelo amor, se une pela insegurança, o que o faz controlar as atitudes, quando não os sentimentos do outro. Controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo, criando cobranças, conflitos e muitas dificuldades em seu relacionamento. É como se quisesse uma certeza daquilo que não encontra dentro de si.
A falta de autoconfiança pode se manifestar em sentimentos de incapacidade, impotência, e dúvidas paralisantes sobre si mesmo. Quando questionado, abre mão com muita facilidade de suas opiniões, mesmo quando são boas, deixando de expressar muitas vezes idéias valiosas. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre se certificar das coisas e controlar as pessoas. É excessivamente cauteloso e vigilante, desconfia de tudo e de todos, como reflexo de falta de confiança em si mesmo.
Quem não confia em si, sente muita dificuldade para enfrentar desafios e, cada fracasso, quando acontece, confirma uma sensação de incompetência, trazendo muito sofrimento. São pessoas indecisas, principalmente sob pressão.
A insegurança pode chegar a tal ponto de fazer com que a pessoa, na ânsia de ser amada, transforme a necessidade natural de amar em uma necessidade patológica, doente, alcançada pela possessividade.
Mas quando começa a se formar a autoconfiança? Na infância. Pessoas inseguras podem ter tido uma educação autoritária dada pelos pais, que escolhem pelos filhos desde a roupa que vão usar, amigos, profissão, não permitindo que a criança expresse suas próprias opiniões e desejos.
Educar, ensinar, colocar limites, todos sabemos que são fatores importantes na educação, mas limitar o desenvolvimento natural do outro, é torná-lo tão inseguro quanto uma educação superprotetora.
Em razão disso, desde crianças, passam a utilizar uma máscara de "bonzinho" como meio de ser aceito, reconhecido, aprovado, amado, mas dentro de si carregam uma enorme insatisfação interior que pode explodir numa raiva inesperada contra aqueles com quem convivem. O direito de decidir deve ser estimulado desde a infância. Crianças crescem aprendendo que os outros devem decidir por elas, depois quando se tornam adultos inseguros são cobrados que tenham atitudes, opinião. Como lidar com conceitos tão contraditórios?
Já as pessoas que confiam em si mesmas são decididas, sem serem arrogantes ou defensivas, e se mantêm firmes em suas decisões; apresentam-se de maneira segura, têm presença; são capazes de expressar opiniões e se expor; são eficientes, capazes de enfrentar desafios, dominar novos trabalhos e tomar decisões sensatas mesmo sob pressão. Pessoas auconfiantes exalam carisma e inspiram confiança nos que as rodeiam. A autoconfiança fornece a necessária confiança para assumir principalmente a função de líder.
Mas é preciso ficar atento entre demonstrar que confia em si e realmente confiar. Como também a confiança em excesso pode ser um problema, pois o excesso de autoconfiança pode gerar imprudência e parecer arrogância, que é fruto da ignorância, muitas vezes de si mesmo.
Na verdade, pessoas que se mostram muito autoconfiantes, geralmente ocultam um sentimento de inferioridade e insegurança. Muitos buscam refúgio numa atividade intelectual e se colocam, por exemplo, na posição de autoridade, como estratégia emocional para ocultar o sentimento de inferioridade que muitas vezes sentem em seu íntimo.
A autoconfiança é resultado da auto-estima. A autoconfiança é um termo usado para descrever como uma pessoa está segura em suas próprias decisões e ações. Isto pode ser aplicado geralmente às situações ou às tarefas específicas. É ter certeza sobre a capacidade, valores e objetivos. A autoconfiança nunca é herdada; é aprendida. A auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. É ter consciência de seus valores e só quando temos essa consciência é que podemos confiar naquilo que somos capazes. Mas para sabermos do que somos capazes é essencial o autoconhecimento.
Os maiores inimigos da autoconfiança são: a cobrança interna e externa exagerada, o perfeccionismo, medo, a crítica, rigidez, comparação, inveja, dúvida e também a necessidade de aprovação e reconhecimento, pois tudo isso dificulta a mudança e o desenvolvimento, seja profissional ou pessoal. O pensamento não consigo fazer é incapacitante. A autoconfiança é um atributo importante porque a falta da opinião nas conseqüências de uma ação cria tensão, que aumenta a probabilidade de fracasso, causando assim uma pessoa depressiva.
Para elevar a autoconfiança é importante ter percepção emocional, que significa reconhecer as próprias emoções. As pessoas com essa percepção sabem que emoções estão sentindo e por que; conseguem relacionar seus sentimentos com o que pensam, fazem e dizem; reconhecem como seus sentimentos afetam seu desempenho e aqueles com quem trabalham e convivem; possuem uma percepção de seus valores e objetivos. É igualmente importante fazer uma auto-avaliação precisa, ou seja, reconhecer os próprios recursos, capacidades e limitações. São pessoas conscientes de seus pontos fracos, capazes de reflexão, aprendendo com sua experiência e com os erros, sem culpas; e mostram mais abertas e flexíveis ao aprendizado, mudanças e autodesenvolvimento.
Por que a autoconfiança está diretamente relacionada com o autoconhecimento? Você confia em quem não conhece? O mesmo princípio se aplica a cada um de nós. Não podemos confiar em nós mesmos sem nos conhecermos. O autoconhecimento é importante para tudo na vida e requer um constante exercício diário de reflexão. Quem não se conhece não se ama, não muda, não se desenvolve, não cresce. Aquele que não conhece a si mesmo dificilmente terá um bom relacionamento com os outros, causando conflitos ao projetar no outro aquilo que está dentro de si, mas nega.
O caminho mais indicado para elevar o autoconhecimento é o diálogo interno. É isso mesmo, conversar consigo mesmo. As pessoas querem falar, serem ouvidas, mas não se ouvem. É preciso aprender a ouvir a própria voz, que ora vem do coração, da alma, ou seja, suas emoções; ora de sua mente, sua razão. Só quando ouvimos razão e emoção conseguimos atingir o equilíbrio.
Para quem deseja elevar seu autoconhecimento é imprescindível a psicoterapia, que em conseqüência irá reconhecer seu valor, suas habilidades, aprendendo a desenvolver a tão importante confiança em si mesmo. E que diferença isso faz!
Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
Conheça meu eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.
Email: r.zago@uol.com.br
http://www.somostodosum.com.br/boletim/
dia 30/05/2010
sábado, 29 de maio de 2010
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